
Pesquisadores da UFPB criam alimento enteral com farinha de inhame: 22% mais carboidratos, 18% mais fibras e efeitos preventivos contra diabetes e hipertensão. Conheça essa inovação brasileira.
A Revolução da Nutrição Enteral
Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desenvolveram um alimento enteral inovador utilizando farinha de inhame (Dioscorea cayenensis). A fórmula, já em processo de patente, apresenta vantagens significativas em relação aos produtos industrializados:
✅ Aumento de 11% no teor energético
✅ 22% mais carboidratos que fórmulas convencionais
✅ 18% maior concentração de fibras
✅ Isento de glúten e conservantes
Benefícios Comprovados do Inhame
O estudo coordenado pela Profª Cinthia Karla Rodrigues (UFPB) revela que o inhame utilizado na fórmula possui propriedades únicas:
1. Ação Preventiva
- Controle de diabetes (redução de picos glicêmicos)
- Combate à hipertensão
- Regulação do colesterol
2. Vantagens Nutricionais
- Alta densidade de amido resistente (benéfico para microbiota intestinal)
- Rico em antioxidantes naturais
- Fonte de potássio e vitamina C
3. Sustentabilidade Regional
- Matéria-prima abundante no Nordeste brasileiro
- Baixo custo de produção
- Promove desenvolvimento econômico local
Como Funciona na Prática
O alimento foi testado para uso em:
- Nutrição enteral domiciliar (pacientes com dificuldade de deglutição)
- Dietas para celíacos (por não conter glúten)
- Casos de desnutrição (alta densidade calórica)
Processo de Desenvolvimento:
- Seleção de inhames orgânicos
- Produção de farinha minimamente processada
- Controle microbiológico rigoroso
- Balanceamento nutricional preciso
O Impacto na Saúde Pública
Comparado aos produtos industrializados, a fórmula da UFPB oferece:
| Característica | Alimento Industrializado | Fórmula com Inhame |
|---|---|---|
| Conservantes | Contém | Zero |
| Fibras | 5g/100ml | 18% a mais |
| Custo Estimado | Alto | Reduzido em 40% |
| Tempo de Prateleira | Longo | 7 dias (refrigerado) |
(Dados conforme pesquisa da UFPB/UFAL)
Próximos Passos da Pesquisa
- Publicação de artigo científico detalhando os resultados
- Parcerias com hospitais para testes clínicos
- Adaptação para outras culturas regionais (mandioca, batata-doce)









